Sunday, August 10, 2008


Quando os beijos viram cinzas…

Os dias vão passando,
E cada vez é mais difícil
Relembrar o teu rosto
E os teus lábios de vinil…

…Lábios que em tempos
Me cantaram levemente,
Lábios que recordo
Hoje e eternamente…

Teus olhos, antes das mais valiosas safiras
Não valem mais que cinzas
Que vagueiam ainda quentes
E se perdem dentro de mim…

Teus longos e finos cabelos
Que há muito me sufocavam,
Não passam agora de negras penas
Que anjos nevados largaram.

Tuas doces palavras
Que me cegaram como a uma cão
Hoje são apenas um eco
Que se extingue sem sucessão.

Todas as memórias
Que ainda ontem torturavam,
Morrem aqui sufocadas
No seu próprio leito de mágoas.

E toda a tua alma
Já jazida e queimada,
Quebra-se e rasga-se
Sem uma lágrima derramada.

(origin Pedro R. C.)                                            
                                                                                                                                 

                                                                 


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