A ilha onde vivo
A ilha onde vivo
Esse sítio onde vivo,
É feito de névoas e mágoas.
Onde morro sozinho,
Afogado em minhas águas.
Nessa ilha só minha,
É o local onde sou rei.
É o local onde um dia
Para sempre me tranquei.
Nunca ninguém lá entrou,
Jamais alguém a sonhou.
Esse paraíso perdido
Apenas por mim é compreendido.
Se queres realmente entrar,
A chave de pedra terás de achar,
Meus medos derrotar, para um dia
Ao meu lado poderes reinar.
E nesse dia em muito tempo,
Verei luz a ofuscar.
O céu negro e nuvoado,
Pouco a pouco, aclarar.
E minhas névoas e mágoas
Em flocos de neve irão dormir.
E por todo o meu reino,
A liberdade irá cair.
Sobre um manto branco,
Minha ilha iluminar-se-á
E a eterna esperança
De todas as fontes nascerá.
E o cadiado de pedra
Com luz irá cegar,
E para todo o sempre
Minha escuridão afundar.
E nesse mundo onde seremos reis,
Reis e servos da felicidade,
Juntos iremos viver
E até da morte renascer.
(original Pedro R. C.)
